terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mil e nove acentos.

E quase que sem querer, 
me peguei procurando os teus olhos pra poder enfim perder os meus e isso foi surpreendentemente tão natural quanto esperar que as cinzas caíssem quando chegasse em fim a hora de bater o dedo, nicotinamente falando.
Ah! Eu sei. Tenho essa maldita tendência a romancear enquanto tu tens tanto a fazer. E nesse mar de contra contrismo (você não adora esse termo?!) eu vou, sabendo que isso pode ser tudo tanto quanto pode ser nada, mas assim, de madrugada, tu sabe, eu nunca temo tentar.
É cedo pra dizer, mas acho que gosto de você e do modo como as coisas acontecem quando está aqui.

domingo, 6 de novembro de 2011

Simplório.

Queria te dar
um jogo de xícara
um jogo de azar
um jogo sem regras
pra você ganhar
de mim.

Quem sabe ser
qualquer bichinho 
que voa e voar
de volta
pra ti.

Quase uma canção de afeto.

Pra você
falei de amor 
antes mesmo 
de aprender a falar 
e conjuguei 
o verbo nariz 
que nem sequer verbo é
pra chegar mais perto do seu
que deveria ser meu.
De ti que sinto falta 
e você sabe 
a falta que sinto. 
Pois mesmo sendo tu 
que escrevo 
na folha, 
sou eu 
que jogo no lixo.