terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mil e nove acentos.

E quase que sem querer, 
me peguei procurando os teus olhos pra poder enfim perder os meus e isso foi surpreendentemente tão natural quanto esperar que as cinzas caíssem quando chegasse em fim a hora de bater o dedo, nicotinamente falando.
Ah! Eu sei. Tenho essa maldita tendência a romancear enquanto tu tens tanto a fazer. E nesse mar de contra contrismo (você não adora esse termo?!) eu vou, sabendo que isso pode ser tudo tanto quanto pode ser nada, mas assim, de madrugada, tu sabe, eu nunca temo tentar.
É cedo pra dizer, mas acho que gosto de você e do modo como as coisas acontecem quando está aqui.

domingo, 6 de novembro de 2011

Simplório.

Queria te dar
um jogo de xícara
um jogo de azar
um jogo sem regras
pra você ganhar
de mim.

Quem sabe ser
qualquer bichinho 
que voa e voar
de volta
pra ti.

Quase uma canção de afeto.

Pra você
falei de amor 
antes mesmo 
de aprender a falar 
e conjuguei 
o verbo nariz 
que nem sequer verbo é
pra chegar mais perto do seu
que deveria ser meu.
De ti que sinto falta 
e você sabe 
a falta que sinto. 
Pois mesmo sendo tu 
que escrevo 
na folha, 
sou eu 
que jogo no lixo.  

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Imã de saudade.

Não é porque jamais disse que nunca soube, você é encrenca e encrenca das boas, se é que isso é realmente possível. E eu não te culpo não, sabe? Quebrar é mesmo tão mais fácil do que consertar que em algum lugar do mundo tudo isso deve fazer sentido e você está tão distante que hoje até fez frio. Mas vez ou outra eu me lembro - como quem quer esquecer - daqueles dias em que estávamos tão próximos que o risco era acabarmos colidindo à 100 ou 300 quilômetros por hora. Pensando bem, eu de fato queria esbarrar com você, hoje, agora, virando a esquina de supetão justo na rua em que nunca dobro. 
E nem que fosse só uma vez, eu adoraria te fazer sorrir de verdade insistindo naquela piada que você inventou. Eu te faria ficar, sabe? Eu te faria ficar, se eu mesma não perdesse tanto tempo ensaiando que vou. E quem foi que disse que o tempo trás respostas? Porque eu só vejo perguntas e já nem sei o que fazer com elas além de deixar por aí, tal como uma xícara ou um isqueiro sem gás e sem vida. Tal como eu, cheia, completa até a tampa de coisa alguma, dobrando na rua em que sigo reto e seguindo reto na rua em que dobro, só pra ver se faz diferença, só pra ver se eu te vejo passar por aí, só pra não voltar pra casa e esperar o dia acabar de novo, de novo e de novo.

Talvez você tenha razão e eu seja mesmo um pouco rasa,
mas é que estava tudo bem pra mim só me encher de você.

sábado, 17 de setembro de 2011

"Você precisa saber de mim."

Segurei na mão aquela carta que tu um dia quis de volta e me fiz em desespero por não saber aonde você está. Deixa eu catalogar teu sorriso de novo, como naquele dia que era-sem-ser-tarde, quase noite. Deixa eu falar de nuvens contigo e explicar que o céu pode sim, muito bem ser verde, e ninguém saber. Me pede outra vez pra te ninar e descrever meu mundo perfeito, que pinto você na parede, segurando o violão. Liga pra mim dia desses, nem que seja pra mentir que outro alguém entende melhor que eu o teu jeito de amar em etapas. Não me lembro quando verdade virou mentira, mas, nunca esqueço teu sabor favorito e vou pedir quando eu puder, naquele café com cadeiras laranjas que tanto falou. Sem sorte chego na praça, te levo pra casa e me faço de guarda. Com sorte você fica porque quer ficar, e então voltamos ao começo aonde eu catalogava seu céu verde durante a noite-quase-tarde e dizia que as pessoas podiam sim ser sorriso quando você tocava violão no meu mundo perfeito.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"Should I trust the postage due, to deliver my heart to you?"

- Me lembro bem quando você, já tão cansada de coisa alguma, questionou pela primeira de muitas vezes como diabos eu conseguia ouvir aquela banda em especial por tanto tempo, sem nem sequer passar um ou outro som antes do fim. O que eu não lembro é de ter dito que justo aquela, a que você sempre implicava dizendo que os títulos só não conseguiam ser maiores do que os às vezes 08 min. de arranjos e batidas rápidas, eram pra mim poesia pura com um pouco de ti em cada vírgula e ponto seguido, de modo que eu mesma redesenhei mentalmente cerca de um ou dois clipes por noite, enquanto falava com você e tentava inutilmente tirar o sono, fosse o teu ou o meu, que naquela época nem tinha diferença. Me lembro bem. E você?

sábado, 27 de agosto de 2011

Contar Constando.

A: Me conte da sua vida. Como tá o coração?
B: Vamos falar de coisa boa? Tipo a revolução cubana?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

LEMBRANÇA ETERNA
DE UMA MENTE 
SEM BRILHO

Um (mais do que sincero) "Sinto Muito".

 (...) De um modo geral, eu tenho o meu próprio modo de provar que não gosto de você, dizendo que, se eu te amasse, se eu não parasse de pensar em ti, e se fosse recíproco, nós teríamos ignorado o episódio repetido da nossa série favorita de TV aquele dia. Mas, eu te amaria. Em outra hora, de um outro jeito, num outro dia. Se tudo não fosse dar mais certo com você do que com outra pessoa, eu te amaria, cara. E seria muito bom se eu pudesse ser quem você precisa, garoto. Seria como... Acordar cedo, só pra virar e dormir de novo.

Verdadeiro Valor

Gosto de você. De verdade, gosto de você. E gosto o dia inteiro e de noite também e porque não é certo gostar. E porque você sabe que eu tenho um problema pra ser linear entre o erradamente certo e o certamente errado, podendo pender mais pra esquerda do que pra direita.Talvez o meu cupido seja, afinal, canhoto e ninguém tenha nada a ver com isso. Gosto de você porque você gosta de mim e assim como eu, não liga pra motivos, embora adore listá-los. Porque, assim como eu, você sabe que sentido é passado e que só de começar com "se" já não é essas coisas todas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

"Não é você, sou eu."

Que a verdade seja dita, e doa a quem a doer: Nem que eu falasse - mais que falei - por mais duas ou três noites, nem que eu andasse - mais do que andei - por sete ou oito cômodos, nem que eu quisesse - mais do que eu quis - que tu me entendesse, não ia saber me explicar que fora a coincidência geográfica, ando contrária a ti, longe. Que não sei nem ser tão eu comigo, quem dirá contigo. Que tu corre demais e que eu tenho medo de ficar por aí, de ser mais partida do que chegada. Fiz planos contigo hoje e não foi a mesma coisa. Nunca vai ser, esse é o problema. Mas não vamos nos enganar, tá? Não vamos nos perder tão fácil assim. Todo mundo sabe que o amor quer vir primeiro e que quando entra no meio, o meio vira amor. E todo mundo sabe que se fosse sobre escolher, sequer haveria dor.

sábado, 26 de março de 2011

Março.

E eu podia ser boa pra ti, bem que eu podia tentar.
Porque você soa futuro enquanto a minha vida inteira parece passado e por isso eu tento, uma, duas, três milhões de vezes se for preciso. Até que, quem sabe, você queira saber de mim o tanto que quero saber de você.

Sede e Fumaça.

Fora toda essa coisa
nova e entusiasmante, 
o ruim de nadar contra a corrente 
é que - querendo ou não - 
uma hora você cansa...

segunda-feira, 21 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

Contra Contrismo

Tirando toda a parte chata, cansativa e tão, mas tão repetitiva, 
penso em você quase na mesma frequência que penso em te esquecer.
É simples e complexo, fixo e móvel, sempre uma coisa e não outra. Você não imagina quantas vezes eu tentei racionalizar o gostar. Colocar tudo na balança-dos-prós-e-contras-das-quintas-feiras-que-parecem-segunda, pra só então, escolher a direção e seguir. Não imagina de quantos modos tentei sozinha chegar a conclusão de que o ideal seria sacudir as pessoas assim como se faz com ovos de chocolate, pra não ter de descobrir só depois de uns meses quem tem e quem não tem coração. Não sabe que existem coisas que não entendo e tantas outras que cansei de entender, e isso é o tipo de coisa que estranhamente combina comigo. Se faço o mesmo, como iria te culpar?

Não quero te perder, mesmo que você não seja meu.

Refogar.

(...) E mesmo assim, me pego pensando. 
Por quê diabos tu, que tão bem me faz, nunca ganhou um texto meu? 
O que acho, é que me falta coragem e me sobra medo. 
Quer dizer: Não te serviria um texto meia boca, com meia dúzia de momentos que a gente passou, dizer que você é incrível, que quer ajudar o mundo inteiro e que seu único defeito é gostar de Jorge Vercillo, todo mundo deve saber. 
Pra ti, tem que ser algo grande, algo que te faça chorar ou sorrir, 
como se isso não fizesse nenhum tipo de diferença. 
Pra ti, tem que ser com todo amor do mundo. 
E, olha lá, te garanto: Pra ti é.

"Dá vontade de morar em Caxias."

Penso em você, sabe? Em dizer que eu sinto falta de como você fica tão bem de amarelo e carrega essa coisa de sorrir no maior estilo los hermanos de ser. Penso em voltar a segurar a sua mão e te deixar estralar os meus dedos como só você sabe fazer. De reparar no seu cabelo, de sempre ler sem que perceba a sua tatuagem no pulso, só pra confirmar que é você mesmo. E de te abraçar forte quando você tem que ir embora, dizer o quanto eu queria que você pudesse ficar e o quanto eu espero poder te ver em breve. Eu penso em te encontrar, mesmo. Só pra te ouvir falar devagar, só pra não te ter tão longe assim. 
Penso nisso porque pra mim, pensar em você é quase o suficiente. 
Quase.

segunda-feira, 14 de março de 2011

almodovar

Não deixei Madrid para te esquecer.
Porque se te esqueço, como me aconselhas, temo ficar vazio.
Conta-me tudo o que fazes, que livro estás a ler, 
que filme foste ver, que disco compraste
Se está se alimentando...
Quero saber tudo o que se passa contigo.
Evita só dizer-me se encontrou alguém que te agrada.
É a única coisa que me sinto incapaz de saber.
Quero ver-te.
Decida quando.

Adoro-te.

quinta-feira, 10 de março de 2011

se alguém vier falar, 
não brigue por mim
só diga que sou, 

um problema seu

terça-feira, 8 de março de 2011

04

E eu te digo com toda a certeza de quem conhece a teoria que diz que os números ímpares são assim, tão solitários, porque não há como dividir em dois, que ficar sozinho é ruim demais.

Terapia Diária.

Eu gosto tanto de ter você do meu lado, tuas gírias, teus sonhos.
Acho que não há quem não goste de ti.
Você sabe, é tão fácil viajar contigo. 

Às vezes basta que tenhamos cigarros (muitos, de preferência) e um carro velho, ou uma torre de choop - roubada ou não - e um letreiro de SUSHI.
Somos tão diferentes que eu nem sei como dizer,
mas somos também ao mesmo tempo um tanto iguais.
Sempre um meio termo pra nós dois,
assumidamente indecisos e preguiçosos,
pensamos demais, escrevemos e falamos o tempo todo, rimos.
Eu e o meu negativismo juvenil,
você e o seu coração enorme sempre dizendo "bem vindo" ao novo.

Sincronicidade ou outra coisa qualquer,
esqueçamos de tudo mas lembremos que:
- Somos eu e você contra (e às vezes até a favor) do mundo.
the sun is up,
the sky is blue.
it's beautiful,
and so are u.

Intervalo.

Parecia aquele tipo capaz de oferecer o mundo à alguém em troca de um único sorriso, e eu adorava o modo como você era diferente de todos os caras iguais, cheios de gel, músculos e garotas deixadas pelo meio do caminho. E sabe, olhando bem, você até seria bonito, não fosse esse jeito estranhamente comportado de pentear o cabelo curto e aquela sua mania de manter os olhos meio fechados que me fazia imaginar quantas coisas bonitas você já tinha visto e guardava ali, só pra te manter vivo. 
Essa manhã eu descobri não ser só coincidência tamanha semelhança com aquele cara do Facebook, e fiz isso sozinha, enquanto você emanava calmaria de todos os poros e falava alto pela primeira vez, sem perder a formalidade natural que combinava com a sua letra. Parecia até que ela se escrevia sozinha enquanto você preguiçosamente segurava a caneta reta.
Você é tão literalmente chá das cinco. Tão bem engomado e cheio de planos.
Havia tanto a descobrir sobre você e ninguém - além de mim - pra perguntar.

Olha, eu espero que, antes de tentar mudar, você saiba o quão adorável você é. Eu espero que você saiba que todo cara deveria ser assim, um tanto você. E mais do que tudo, eu espero que alguém te diga isso, porque meu interesse começa e termina em dizer: Eu marquei a letra D, e você?

17:11

Eu entendo que você tenha a sua própria vida pra olhar e que tenha os seus próprios problemas à resolver, no entanto, quem sabe, uma outra hora, talvez você possa voltar e me ouvir te contar aquela história sobre como naquela noite, depois de finalmente por as mãos na bicicleta nova que o meu pai me havia prometido, eu acreditei que era a menina mais feliz do mundo.


Era realmente uma boa bicicleta.