penso em você quase na mesma frequência que penso em te esquecer.
É simples e complexo, fixo e móvel, sempre uma coisa e não outra. Você não imagina quantas vezes eu tentei racionalizar o gostar. Colocar tudo na balança-dos-prós-e-contras-das-quintas-feiras-que-parecem-segunda, pra só então, escolher a direção e seguir. Não imagina de quantos modos tentei sozinha chegar a conclusão de que o ideal seria sacudir as pessoas assim como se faz com ovos de chocolate, pra não ter de descobrir só depois de uns meses quem tem e quem não tem coração. Não sabe que existem coisas que não entendo e tantas outras que cansei de entender, e isso é o tipo de coisa que estranhamente combina comigo. Se faço o mesmo, como iria te culpar?
Não quero te perder, mesmo que você não seja meu.
Não quero te perder, mesmo que você não seja meu.
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